Ela é formada por três pedacinhos: “in-“ (em direção a) + “dic” (dizer) + “-ate” (fazer / verbo).
A imagem central é “dizer alguma coisa apontando para uma direção”. Daí vem “indicate” = “indicar”, “apontar”, “mostrar”, “ser sinal de”. Olha só: é a mesma origem do nosso indicar!
Ha! Foi exatamente aí que eu queria chegar.
“indicate” e “indicar” são parentes de verdade, vindos da mesma palavra latina. Mas o português esticou o sentido para um lado que o inglês nunca seguiu. É a pegadinha número 1 dos brasileiros com essa palavra, e a gente vai destrinchar ela hoje, viu?
- 1 O significado de “indicate”: a imagem central é “dizer apontando”
- 2 Gramática de “indicate”: as estruturas que mais aparecem
- 3 “indicate” vs “show” vs “point out”: qual usar em cada caso
- 4 A maior armadilha: “indicação” NÃO é “indication”
- 5 “indicator” no inglês britânico é a seta do carro
- 6 Pronúncia de “indicate”: onde o brasileiro erra
- 7 A origem de “indicate”: um parente direto do “indicar”
- 8 Aprendendo por partes: “in-” + “dic” + “-ate”
- 9 Resumo: “indicate”, significado, pronúncia e armadilhas
O significado de “indicate”: a imagem central é “dizer apontando”
“indicate” (pronúncia: /ˈɪndɪkeɪt/ — ÍN-di-keit) é um verbo que significa “indicar”, “apontar”, “mostrar”, “assinalar” e também “ser sinal de”, “sugerir”.
Ele é formado por “in-” (em direção a, para dentro) + “dic” (dizer, proclamar) + “-ate” (terminação de verbo), e a imagem que une todos os usos é “dizer/mostrar algo apontando para uma direção”.
Pensa no dedo indicador — em inglês, index finger. Ele não pega nada, não segura nada. A única função dele é apontar: “é por ali”.
“indicate” é exatamente esse dedo transformado em verbo. Um sinal, uma seta, um número, um sintoma — qualquer coisa que aponte para uma conclusão.
Tem sim! index em latim era literalmente “aquele que aponta” — e em inglês a palavra ainda significa tanto “índice de um livro” quanto “dedo indicador”.
O índice no fim do livro faz o quê? Aponta a página. Mesmíssima ideia, viu?
Na prática, “indicate” aparece em dois tipos de situação. Uma bem concreta (uma placa, uma seta, uma pessoa apontando) e uma bem abstrata (dados, sintomas e pesquisas que “apontam” para uma conclusão). O segundo uso é extremamente comum em textos formais, notícias e trabalhos acadêmicos.
Frases básicas com “indicate”
【Sentido concreto: apontar, assinalar】
・The arrow indicates the way to the exit.
(A seta indica o caminho para a saída.)
・Please indicate your choice with an X.
(Por favor, assinale sua escolha com um X.)【Sentido abstrato: ser sinal de, sugerir】
・The results indicate that the treatment works.
(Os resultados indicam que o tratamento funciona.)
・A high fever may indicate an infection.
(Febre alta pode ser sinal de uma infecção.)
・Recent studies indicate a drop in sales.
(Estudos recentes apontam uma queda nas vendas.)【Deixar claro sem falar diretamente】
・She indicated that she was not interested.
(Ela deu a entender que não estava interessada.)
Isso, quase. Só que tem um detalhe delicioso: “indicate” é mais cauteloso que “show”.
“The data show that…” soa como “os dados provam“. Já “The data indicate that…” soa como “os dados apontam nessa direção“. Por isso cientista adora “indicate” — é uma forma elegante de não se comprometer demais!
Gramática de “indicate”: as estruturas que mais aparecem
Depois de entender o sentido, vale fixar os moldes em que a palavra realmente aparece nas frases. São três, e todos são fáceis.
1. O campeão: “indicate that + frase”
Quando o sujeito é uma evidência (dados, pesquisa, sintoma, comportamento), o padrão quase automático é “indicate that + oração completa”.
【Exemplos】
・The survey indicates that most people prefer working from home.
(A pesquisa indica que a maioria das pessoas prefere trabalhar de casa.)
・His silence indicated that he disagreed.
(O silêncio dele indicava que ele discordava.)
2. “indicate + substantivo” e o cuidado com o “me”
“indicate” também aceita um objeto direto simples: indicate the problem, indicate a change, indicate the direction.
Mas aqui vem um deslize clássico de quem fala português. Nós dizemos “Ele me indicou o caminho”, com dois objetos grudados no verbo. Em inglês, “indicate” não aceita essa construção.
Cuidado com o objeto duplo
✗ He indicated me the way. (errado)
✓ He showed me the way. (mais natural no dia a dia)
✓ He indicated the way to me. (gramatical, mas formal e raro)
✓ He pointed out the way. (chamando a atenção para ela)
Sumiu mesmo, e isso é super comum! Nosso “indicar” é um verbo faz-tudo; o “indicate” inglês é bem mais estreitinho.
Guarda essa: nem todo “indicar” vira “indicate”. Daqui a pouco eu te dou a lista completa de para onde cada sentido vai.
3. O adjetivo: “be indicative of”
O adjetivo de “indicate” é “indicative”, e ele quase sempre vem na fórmula “be indicative of ~” (ser sinal de ~, ser indício de ~). É bem formal, aparece muito em textos jornalísticos e acadêmicos.
【Exemplos】
・These symptoms are indicative of a serious problem.
(Esses sintomas são indício de um problema sério.)
・The low turnout is indicative of public frustration.
(O baixo comparecimento é sinal da frustração da população.)
Ah, e para quem já brigou com gramática: “the indicative” também é o nome do modo indicativo — o mesmo indicativo do português. Faz todo sentido, né? É o modo que simplesmente “aponta” os fatos, sem dúvida nem desejo.
“indicate” vs “show” vs “point out”: qual usar em cada caso
⇒ “show” e “point out”, que também viram “mostrar / indicar”
Resumindo a diferença de imagem:
indicate ⇒ “apontar na direção de algo, deixar a pista” = indicar, sinalizar, sugerir
show ⇒ “colocar a coisa na frente dos olhos da pessoa” = mostrar, exibir, provar
point out ⇒ “chamar a atenção para algo que passou despercebido” = apontar, ressaltar, observar que…
Sacou a diferença?
Comparando em situações reais
●The sign indicates that the road is closed.
“A placa indica que a estrada está fechada.”
⇒ A placa não te mostra a estrada; ela aponta para a informação.
●She showed me the photos from her trip.
“Ela me mostrou as fotos da viagem.”
⇒ Ela colocou as fotos diante dos meus olhos. Aqui “indicate” seria bizarro.
●He pointed out a mistake in my report.
“Ele apontou um erro no meu relatório.”
⇒ O erro já estava lá, mas ninguém tinha percebido até ele chamar atenção.
●The data indicate a slow recovery. / The data show a slow recovery.
“Os dados apontam / mostram uma recuperação lenta.”
⇒ Os dois funcionam, mas “indicate” é mais cauteloso e “show” é mais categórico.
Uma dica prática de ouro: no inglês falado do dia a dia, “show” é muito mais frequente que “indicate”.
“indicate” tem um cheirinho formal. Se você está pedindo informação na rua, fala “Could you show me where the station is?”. Se você está escrevendo um relatório, aí sim “The chart indicates…” cai como uma luva!
A maior armadilha: “indicação” NÃO é “indication”
Em português, o substantivo “indicação” carrega um sentido forte de recomendação, apresentação, encaminhamento:
- “Consegui o emprego por indicação de um amigo.”
- “O médico me deu uma indicação para o especialista.”
- “Me dá uma indicação de série boa?”
- “O filme recebeu quatro indicações ao Oscar.”
Só que o inglês “indication” significa apenas “sinal, indício, sintoma, aquilo que aponta para algo”. Ele não tem absolutamente nenhum sentido de recomendar ou apresentar uma pessoa.
O erro clássico
Você quer dizer: “Ele me deu uma indicação (para a vaga).”
✗ He gave me an indication.
⇒ O nativo entende: “Ele me deu um sinal / uma pista (de alguma coisa)”. A frase existe, mas significa outra coisa completamente!
✓ He recommended me for the position.
✓ He referred me to the company. / He gave me a referral.
✓ He put in a good word for me. (informal, “deu uma força”)
Exatamente isso! Ele vai pensar “pista de quê?” e a conversa trava.
Isso acontece porque, lá atrás, o português esticou “indicar” para o sentido de “apontar uma pessoa como boa para alguma coisa” — recomendar, nomear, encaminhar. O inglês parou no sentido literal de “apontar”, e nunca deu esse passo.
Mesma raiz latina, caminhos bem diferentes. É o que a gente chama de falso cognato parcial!
Então guarda esta tabela de conversão. Ela resolve praticamente todos os casos do dia a dia:
・Me indicaram um ótimo dentista.
⇒ Someone recommended a great dentist to me.
・Consegui a vaga por indicação.
⇒ I got the job through a referral. / through a recommendation.
・Meu médico me indicou um especialista.
⇒ My doctor referred me to a specialist.
※ “referral” é a palavra oficial do encaminhamento médico em inglês.
・O filme teve quatro indicações ao Oscar.
⇒ The film received four Oscar nominations. / was nominated for four Oscars.
※ Aqui é nomination, jamais “indication”.
・Ele foi indicado para o cargo de diretor.
⇒ He was appointed director. / He was nominated for the position.
・Me indica uma série boa?
⇒ Can you recommend a good series? / Any recommendations?
・A placa indica a saída.
⇒ The sign indicates the exit. ← aqui sim!
Que teste bom! Guarda esse, funciona em 90% dos casos.
Mas eu preciso te contar duas exceções curiosas, senão você vai achar que eu menti…
Exceção 1: o “indicated” da medicina
Existe um contexto em inglês onde “indicate” chega perto de “recomendar”: o vocabulário médico. Nele, dizer que um tratamento “is indicated” significa que ele é o apropriado para aquela condição.
【Exemplos】
・Antibiotics are not indicated for a common cold.
(Antibióticos não são indicados para um resfriado comum.)
・This drug is contraindicated in pregnancy.
(Este medicamento é contraindicado na gravidez.)
Repara que a lógica continua sendo “apontar”: os sintomas apontam para qual remédio usar. E note também que “contraindicado” existe igualzinho em português — contraindicated. Mas atenção: isso vale para tratamentos, nunca para pessoas. “The doctor indicated me” continua errado.
Exceção 2: “geographical indication”
Se você trabalha com café, cachaça ou vinho, já ouviu falar em “indicação geográfica”. Essa é traduzida literalmente: “geographical indication” (GI). Aqui o sentido é o clássico do inglês — o selo aponta / atesta a origem do produto. Nada de recomendação.
“indicator” no inglês britânico é a seta do carro
Isso também! Mas no Reino Unido, se alguém grita “Use your indicator!” dentro do carro, não é sobre economia…
É “Dá a seta!” — o indicator britânico é a seta / pisca-pisca do carro!
E tem mais: nesse contexto, “indicate” vira verbo de trânsito no inglês britânico, com o sentido de “dar seta”, “sinalizar”.
A seta do carro em inglês
Reino Unido
・substantivo: indicator
・verbo: indicate
“He turned without indicating.” (Ele virou sem dar seta.)
Estados Unidos
・substantivo: turn signal (informal: blinker)
・verbo: signal
“He turned without signaling.” (Ele virou sem dar seta.)
※ Um americano provavelmente vai entender “indicator”, mas ele mesmo não usa. E o britânico raramente diz “blinker”.
Essa diferença aparece muito em série e filme britânico, então vale guardar!
E percebe como tudo volta pra mesma imagem central? Seta de carro, dedo indicador, índice de livro, indicador econômico — tudo é “algo que aponta”.
Pronúncia de “indicate”: onde o brasileiro erra
Essa palavra tem três armadilhas de pronúncia específicas para quem fala português. Vamos uma por uma.
1. A sílaba forte é a PRIMEIRA
Em português, “indicar” tem a força no fim: indiCAR. Aí a gente importa esse hábito e fala “indiKEIT” — e o nativo trava por um segundo.
O certo é /ˈɪndɪkeɪt/, com a força na primeira sílaba: ÍN-di-keit.
2. Cuidado com o “di” virando “dji”
Essa é a marca registrada do sotaque brasileiro! No português do Brasil, “di” quase sempre vira “dji” — a gente fala “in-dji-car”, “djia”, “djinheiro”, sem nem perceber.
Em inglês, o “d” de “indicate” é seco, sem o “j”: ÍN-di-keit, e não “ÍN-dji-keit”. Vale treinar devagar na frente do espelho, viu?
3. O “-ate” final é “eit”
A terminação -ate de verbo se pronuncia /eɪt/, tipo “eit”. Não é “áti”, não é “ate” como em português. Compara: create, donate, translate, indicate.
A família toda — e o acento que se muda de lugar
・indicate /ˈɪndɪkeɪt/ ⇒ ÍN-di-keit (força na 1ª)
・indicator /ˈɪndɪkeɪtə(r)/ ⇒ ÍN-di-kei-ter (força na 1ª — não é “indica-DOR”!)
・indication /ˌɪndɪˈkeɪʃn/ ⇒ in-di-KEI-shan (força na 3ª)
・indicative /ɪnˈdɪkətɪv/ ⇒ in-DÍ-ka-tiv (força na 2ª!)
※ Repara que “indicative” muda o acento de lugar e o “-ate” nem soa mais como “eit” — vira um som fraquinho. É a pegadinha mais escorregadia da família.
Ha! Parece mesmo, mas tem lógica: em inglês, o sufixo “-tion” sempre puxa a força para a sílaba anterior a ele. Por isso in-di-KEI-shan.
Uma vez que você percebe esse padrão, ele funciona em centenas de palavras: education, information, communication… todas com a força bem ali!
A origem de “indicate”: um parente direto do “indicar”
Agora vamos mudar um pouco o ângulo e cavar a origem da palavra.
“indicate” entrou no inglês por volta de 1650, vindo do latim “indicatus”, particípio do verbo “indicare” (apontar, revelar, denunciar). O curioso é que o nosso “indicar” vem exatamente do mesmo “indicare” latino — só que ele chegou ao português de forma natural, pela evolução do latim, enquanto no inglês foi um empréstimo tardio de gente estudada.
O dicionário etimológico “Online Etymology Dictionary” registra assim:
indicate (v.)
1650s, “to point out,” probably in part a back-formation from indication, in part from Latin indicatus, past participle of indicare “to point out, show,” from in- “into, in, on, upon” + dicare “proclaim”Tradução: indicate (verbo). Década de 1650, “apontar”. Provavelmente em parte uma formação regressiva a partir de “indication”, em parte do latim “indicatus”, particípio passado de “indicare” (“apontar, mostrar”), de “in-” (para dentro, em, sobre) + “dicare” (“proclamar”).
※ Fonte: “Online Etymology Dictionary“
Repara num detalhe delicioso: o substantivo “indication” é mais antigo que o verbo em inglês — ele já aparecia no início do século XV, com o sentido de “um sinal, aquilo que indica”. Ou seja, o inglês recebeu primeiro a palavra que significa “sinal”, e só uns 250 anos depois criou o verbo a partir dela.
Você matou a charada! É exatamente essa a história.
No português, “indicar” continuou vivo na boca do povo por mais de mil anos e foi ganhando sentidos novos — recomendar, apontar alguém para um cargo, sugerir um restaurante. Já no inglês, a palavra entrou “congelada” nos livros dos eruditos e ficou presa no sentido técnico de “apontar”.
Sabendo disso, o falso cognato deixa de ser decoreba e vira história!
Raiz indo-europeia: *deik- (mostrar, apontar, proclamar solenemente)
↓
Latim: dicere / dicare (dizer, proclamar)
↓
Latim: indicare (in- + dicare = apontar em direção a, revelar)
↓ ┌─── evolução natural ⇒ Português: indicar (apontar → recomendar, nomear)
↓ └─── empréstimo erudito (séc. XV / XVII) ⇒ Inglês: indication (sinal) → indicate (apontar)
Aprendendo por partes: “in-” + “dic” + “-ate”
Agora vamos abrir a palavra em pedaços. Essa é a parte que mais rende, porque cada pedaço abre a porta de dezenas de outras palavras.
“in-” significa “em direção a, para dentro”
O prefixo “in-“ tem dois valores bem diferentes em inglês, e isso confunde muita gente.
Um é o “in-” de negação: incorrect (não correto), impossible (não possível), invisible (não visível).
O outro — o que aparece em “indicate” — é o “in-” de direção, com o sentido de “para dentro, em cima de, em direção a”.
Como saber qual dos dois é? O truque é testar a negação!
“indicate” não significa “não dicate” — nem existe “dicate” sozinho. Então aqui é o “in-” de direção: dizer em direção a alguma coisa.
Outros exemplos desse mesmo “in-“: include (fechar para dentro = incluir), invite (chamar para dentro = convidar), import (carregar para dentro = importar).
“dic / dict” é o pedaço que significa “dizer”
Esse é o coração da palavra, e é ouro puro para quem fala português. A raiz “dic / dict” vem do latim dicere (“dizer”) e aparece em um monte de palavras que você já conhece dos dois lados.
- dictionary: o livro do “dizer” ⇒ dicionário
- dictate: dizer para alguém escrever ⇒ ditar (e “dictator” = ditador, aquele cuja fala é lei)
- predict: “pre-” (antes) + dizer ⇒ prever, predizer
- contradict: “contra-” (contra) + dizer ⇒ contradizer
- dedicate: “de-” (completamente) + proclamar ⇒ dedicar (proclamar que algo é de alguém)
- verdict: “ver-” (verdade) + dizer ⇒ veredicto
- index: aquele que aponta ⇒ índice, dedo indicador
Essa é a maior vantagem de quem fala português aprendendo inglês, viu?
Boa parte do vocabulário mais “difícil” e formal do inglês veio do latim — e o português é latim. Enquanto um estudante alemão ou japonês precisa decorar “predict” do zero, você já tem “predizer” guardado na cabeça!
Só não pode confiar 100%, porque volta e meia aparece um “indication” para te derrubar. Mas o palpite educado quase sempre acerta.
“-ate” é a terminação que transforma em verbo
O sufixo “-ate” vem da terminação dos verbos latinos e serve para dizer “fazer isso, tornar assim”. Ele está por toda parte:
create (criar), separate (separar), educate (educar), communicate (comunicar), translate (traduzir), celebrate (celebrar).
Sacou o atalho? Boa parte dos nossos verbos em “-ar” de origem latina viram “-ate” em inglês. Não vale para todos, claro, mas é um chute com ótimo aproveitamento.
Juntando os três pedaços: “in-” (em direção a) + “dic” (dizer) + “-ate” (fazer) = “fazer o gesto de dizer apontando para lá”. É a foto perfeita do que “indicate” é!
Resumo: “indicate”, significado, pronúncia e armadilhas
Segue o resumo de tudo o que vimos sobre “indicate”:
●“indicate” = “in-” (em direção a) + “dic” (dizer) + “-ate” (fazer)
⇒ Imagem central: “dizer apontando para uma direção”
⇒ Significados: indicar, apontar, assinalar, ser sinal de, dar a entender
●Diferença entre os parecidos
⇒ indicate = apontar a direção, deixar a pista (mais formal e cauteloso)
⇒ show = colocar diante dos olhos (mais comum na fala)
⇒ point out = chamar atenção para algo despercebido
●A armadilha número 1
⇒ “indication” NÃO significa recomendação! Só “sinal, indício, sintoma”
⇒ indicação de emprego = referral / recommendation
⇒ indicação médica (encaminhamento) = referral
⇒ indicação ao Oscar = nomination
⇒ “me indica um filme?” = “can you recommend a movie?”
●Curiosidade britânica
⇒ indicator = a seta / pisca do carro (nos EUA: turn signal / blinker)
●Pronúncia
⇒ /ˈɪndɪkeɪt/ = ÍN-di-keit, força na primeira sílaba, “d” seco (sem “dji”), “-ate” = “eit”
⇒ Mas indicative = in-DÍ-ka-tiv, com o acento em outro lugar!
Se você levar só uma coisa deste artigo, que seja esta: “indicate” aponta, mas não recomenda.
Toda vez que o seu “indicar” em português puder ser trocado por “recomendar”, troca o inglês por recommend ou refer. Fazendo só isso, você já pula na frente de muita gente!
“Online Etymology Dictionary — indicate, indication, index” (https://www.etymonline.com/word/indicate)
“Wiktionary — indicate / indication / indicator / indicative / point out / referral” (https://en.wiktionary.org/wiki/indicate)
“Dicionário Priberam da Língua Portuguesa — indicar, indicação” (https://dicionario.priberam.org/indicar)